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TSE dá 3 dias para Janones responder sobre eventuais fake news contra Bolsonaro



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu três dias para que o deputado federal André Janones (Avante-MG), que tem liderado ações nas redes sociais para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se manifeste sobre a divulgação de informações que seriam falsas contra o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).


A campanha de Bolsonaro quer suspender as contas de Janones até o segundo turno, mas esse pedido em caráter liminar só deverá ser avaliado após os esclarecimentos dos envolvidos.


"Ante o exposto, determino a intimação do terceiro investigado, André Luís Gaspar Janones, pelo meio mais célere, para que, no prazo de 3 (três) dias, manifeste-se sobre a utilização de seus perfis no Twitter, Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e Kwai, bem como sobre o requerimento para que sejam removidos, sem prejuízo da apresentação de defesa após regular citação", decidiu o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves.


Gonçalves deu também cinco dias de prazo para que Lula e o candidato a vice, Geraldo Alckmin, se manifestem sobre a suposta prática de uso indevido dos meios de comunicação. Por esse motivo, o presidente quer cassar a chapa do adversário no julgamento final da ação, tornando-os inelegíveis por oito anos.


ARMAS


No despacho, o ministro do TSE disse que, ao ler o material apresentado pela campanha de Bolsonaro, é possível constatar que o próprio Janones admitiu em entrevistas "lutar com as armas que são colocadas”, valendo-se de provocações, deboche e também de acusações graves que permeiam diversas de suas postagens dirigidas contra o candidato à reeleição e pessoas do entorno deste.


"Chama a atenção também que a forte capacidade de mobilização do terceiro investigado, de origem legítima, tem sido explorada para incitar o compartilhamento de notícias cuja veracidade não checou previamente e, até mesmo, que correm o risco de serem derrubadas pelo TSE", disse o magistrado.


Por: BRASÍLIA (Reuters) - Ricardo Brito.

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