Mães de crianças com autismo na Paraíba comemoram derrubada do rol taxativo...

Muitas terapias que não são reconhecidas pela ANS, mas entro da comunidade científica, há diversos estudos comprovando sua eficiência.


A terapia ABA é bastante recomendado para crianças autistas (Foto: Pixabay)


Muitas mães de pessoas com autismo em todo Brasil agora respiram aliviadas, após a sanção do projeto de lei de que derrubou o chamado rol taxativo de tratamentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


Isso porque as terapias direcionadas para o Transtorno de Espectro Autista (TEA) são essenciais para melhorar habilidades, como a comunicação, além de reduzir os sintomas, como as estereotipias e muitas vezes são decisivas no desenvolvimento da criança com autismo e na qualidade de vida de toda a família.


"Quando existe um tratamento e o indivíduo é impedido de fazê-lo a vida dele está em risco, o rol taxativo limita o acesso à vida", defende a psicopedagoga Lourena Baía, mãe de Felipe que tem autismo.


A psicopedagoga explica que muitas terapias não são reconhecidas pela ANS atualmente, mas que, dentro da comunidade científica, há diversos estudos comprovando sua eficiência. O PL 2033/22 determina que os planos de saúde terão de cobrir tratamentos prescritos por médicos ou dentistas, desde sejam comprovadamente eficazes e tenham recomendação de órgão de avaliação de tecnologias em saúde de renome internacional.


"Nós, mães de crianças com autismo lutamos muito pela derrubada do rol taxativo. Atualmente existem muitas terapias de cunho comportamental e que os planos se recusavam a cobrir", relata. Entre essas terapias, ela cita a terapia ABA, conhecida também como Análise do Comportamento Aplicada e é bastante recomendado para crianças autistas e possui evidência científica suficiente para ser considerado eficaz.


A psicopedagoga relata que muitos pais estavam preocupados, muitos planos de saúde estavam entrando na justiça para interromper tratamentos que já haviam sido conquistados por meio de ações judiciais. Lourena relatou que arcou do próprio bolso com todas as terapias complementares até agora.


Por: ClickPB (Monica Melo).

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