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Dívida pública fica em 77% do PIB em setembro, menor patamar desde março de 2020

Atualizado: 14 de nov. de 2022

BRASÍLIA - A dívida pública brasileira continuou em trajetória de queda em setembro, considerando os dados divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central sobre a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG). Nessa métrica, a dívida alcançou R$ 7,262 trilhões em setembro, o que representa 77,1% do Produto Interno Bruto (PIB). É o menor patamar desde março de 2020, quando foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a pandemia da covid-19.


O pico foi alcançado em outubro de 2020 (89%) após o impacto nas contas públicas da pandemia de covid-19. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.


A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.



Por outro lado, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) subiu de 58,2% para 58,3% do Produto Interno Bruto (PIB) entre agosto e setembro. A DLSP atingiu R$ 5,487 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil.


Contas no azul


O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) voltou a apresentar superávit primário em setembro, após o resultado negativo em agosto (-R$ 30,279 bilhões) informou também Banco Central. O superávit primário em setembro foi de R$ 10,746 bilhões, ficando um pouco abaixo do resultado do nono mês de 2021, positivo em R$ 12,933 bilhões.


O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública.


O superávit/déficit primário consolidado de agosto ficou dentro do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de resultado superavitário de R$ 7,500 bilhões a de R$ 28,750 bilhões. A mediana era positiva em R$ 12,681 bilhões.


O resultado fiscal positivo de setembro foi guiado pelo superávit de R$ 11,113 bilhões do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado positivamente com R$ 321 milhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 3,253 bilhões, os municípios tiveram resultado negativo de R$ 2,932 bilhões. As empresas estatais registraram dado deficitário de R$ 688 milhões.


Por: Estadão - (BRASÍLIA).

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